Björk, relacionamentos e tecnologia: o mundo de Vulnicura

Desde o início de sua carreira com a banda islandesa The Sugarcubes, Björk é aquela artista esquisita 08/80: você ama ou odeia.

Mas sempre se mostrando a frente de seu tempo e trazendo inovações para o meio audiovisual, Björk relembra um de seus lemas em uma entrevista recente para o UOL: “Exército e indústria pornô usarão novas tecnologias; músicos também deveriam”.

E vemos isso claramente em sua exposição Björk Digital, que desembarcou no Brasil esta semana, no MIS-SP. Nela, admiradores e curiosos podem passear e, em duas experiências, podem inclusive interagir com a artista e o mundo de seu penúltimo álbum, Vulnicura.

A exibição é dividida em duas partes: o primeiro andar conta com seis experiências de realidade virtual em quatro salas separadas. E o segundo andar conta com um cinema que relembra a trajetória da música de Björk e uma mesa onde é possível utilizar o aplicativo de seu sétimo álbum, Biophilia, que recentemente foi incluído no currículo escolar de países escandinavos.

Abaixo, todas as experiências da primeira parte de Björk Digital, com uma breve descrição e duração aproximada:

          Stonemilker: filmado na Islância pelo premiado diretor Andrew Thomas Huang para VRSE.works, a faixa apresenta Björk em filme 360º, em uma paisagem varrida pelo vento. (7 minutos)

          Black Lake: entramos num mundo visceral nessa faixa, dentro de uma caverna semelhante ao do videoclipe lançado no YouTube. O vídeo, também dirigido por Andrew, foi encomendado pelo MoMA (Museu de Arte Moderna de NY). (11 minutos)

          Quicksand: a partir de um headset criado e produzido em impressora 3D por Neri Oxman, a faixa capta a performance de Björk ao vivo no Museu Miraikan, em Tóquio, em realidade virtual aumentada com elementos adicionais aos exibidos pela primeira vez. (3 minutos)

          Mouth Mantra: dirigido por Jesse Kanda, a faixa nos transporta para um lugar inusitado:  o interior da boca da artista, enquanto a mesma canta a música. (5 minutos)

          Family: é a peça central da antologia de realidades virtuais criadas para Vulnicura. Uma síntese do arco emocional da trajetória da artista, do desespero ao empoderamento. Também é a primeira experiência onde é possível o espectador interagir com o cenário e com a artista. (8 minutos)

          Notget: a última experiência em realidade virtual, também conta com a possibilidade de interação vista em Family. Com direção Warren Du Preez, a faixa apresenta a artista cantando atrás de nós, enquanto uma mariposa digital gigante transforma-se vitoriosamente pelas máscaras criadas por James Merry. (7 minutos)

A exibição acontece de terça a domingo e estará no Brasil apenas até dia 18 de Agosto. Não percam a chance de conhecer esta grande artista!

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